Em um cenário onde o ponto de venda virou o coração de muitas operações, segurança de dados deixou de ser apenas assunto do TI e passou a ser um requisito de negócio. Afinal, é no PDV que circulam informações sensíveis, como dados de cadastro, histórico de compras, formas de pagamento, contatos e até preferências do consumidor.
Quando a segurança de dados falha nesse ponto, o impacto é imediato: perda de confiança, interrupção da operação, exposição da marca e riscos legais. A boa notícia é que existe um caminho claro para proteger os dados do cliente, e ele começa com processos bem definidos e um software de gestão robusto, pensado para operar com rastreabilidade, governança e controle.
A seguir, veja os pilares que sustentam uma estratégia sólida de segurança de dados no PDV e como a tecnologia certa faz isso acontecer na prática.
Boas práticas de segurança de dados no ponto de venda
A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) exige que empresas tratem dados pessoais com responsabilidade, finalidade e segurança. No contexto do PDV, isso significa garantir que as informações do cliente sejam coletadas e usadas apenas quando necessário, armazenadas de forma protegida e acessadas somente por pessoas autorizadas.
Na prática, segurança de dados com conformidade à LGPD envolve:
– Base legal e finalidade clara para coleta (por que você precisa daquele dado?);
– Minimização (coletar apenas o essencial);
– Transparência (informar o cliente sobre o uso);
– Proteção contra vazamentos, acessos indevidos e uso inadequado;
– Rastreabilidade (capacidade de comprovar quem acessou e o que foi feito).
Para fortalecer a segurança de dados no PDV, algumas boas práticas são fundamentais e devem ser sustentadas por tecnologia, não por combinados informais.
1. Padronização de processos e treinamento
A vulnerabilidade muitas vezes nasce na operação, em forma de senha compartilhada, acesso liberado “só hoje”, cadastro feito fora do padrão, entre outros. Segurança começa com rotina, e isso inclui:
✔ Orientar equipe sobre dados sensíveis e condutas permitidas;
✔ Evitar anotações paralelas e planilhas soltas;
✔ Manter procedimentos padronizados de cadastro e atendimento.
2. Proteção do ambiente e do acesso
Isso abrange desde computadores atualizados e antivírus até políticas claras de senha e bloqueio de sessão. Mas, principalmente, envolve o sistema e pequenos cuidados, como:
✔ Exigir login individual;
✔ Bloquear automaticamente após inatividade;
✔ Impedir acessos fora do perfil permitido.
3. Dados protegidos do início ao fim
Não basta armazenar, é preciso proteger a jornada completa do dado. Um software de gestão robusto contribui para segurança de dados ao reduzir pontos de fuga e centralizar operações em um ambiente controlado, com critérios claros de acesso e registro.
✔ Conformidade e organização do fluxo de dados (coleta, armazenamento e acesso);
✔ Controle por perfis de acesso para diferentes funções e níveis;
✔ Registro e monitoramento de logs com rastreabilidade;
✔ Padronização operacional, reduzindo improvisos que viram risco;
✔ Gestão centralizada, com menos informações espalhadas.
Em outras palavras: o sistema deixa de ser apenas uma ferramenta de venda e passa a ser um pilar de proteção, uma vez que o PDV é um ponto crítico onde velocidade e risco caminham lado a lado.
Segurança de dados com rastreabilidade e controle por perfis
Se a sua empresa precisa investigar “o que aconteceu” depois de um problema, já é tarde. O ideal é ter segurança de dados com rastreabilidade desde o primeiro clique. Nesse sentido, os logs são de extrema importância, pois são registros automáticos do sistema, informando quem acessou, quando acessou, o que alterou, o que cancelou, o que exportou, o que visualizou. Em PDV, esse recurso é decisivo porque:
– reduz fraudes internas e inconsistências operacionais;
– facilita auditorias e validações de conformidade (inclusive LGPD);
– acelera diagnóstico de incidentes;
– cria cultura de responsabilidade (cada ação tem autor).
E mais: quando o monitoramento é contínuo, os logs deixam de ser apenas um histórico e passam a ser ferramenta ativa de segurança de dados, ajudando a identificar padrões suspeitos e desvios de comportamento.
Outro erro comum que podemos citar é o “acesso total para todo mundo”. Isso é uma fragilidade direta de segurança de dados e um risco operacional. O ideal é trabalhar com controle por perfis de acesso, baseado no princípio do menor privilégio: cada usuário acessa apenas o que precisa para cumprir sua função.
Exemplos práticos:
- Atendente: cadastra cliente e finaliza venda, mas não exporta dados;
- Supervisor: aprova cancelamentos e descontos, mas não altera parâmetros críticos;
- Gestor: acessa relatórios estratégicos e configurações, com autenticação e registro.
Quando o controle por perfis é estruturado, a segurança de dados cresce por dois motivos: reduz o risco de uso indevido e limita o impacto caso uma conta seja comprometida.
Como a ATM apoia a segurança de dados no PDV
A ATM atua para que a operação funcione com continuidade, controle e confiança, e isso inclui segurança de dados como parte do dia a dia do ponto de venda. Com foco em software e gestão operacional, a ATM ajuda empresas a estruturarem um ambiente de PDV mais seguro por meio de:
-> Implantação orientada a processos, reduzindo riscos operacionais;
-> Configuração de controle por perfis de acesso;
-> Ativação e suporte ao registro e monitoramento de logs;
-> Boas práticas de segurança de dados aplicadas à rotina do PDV;
-> Suporte técnico para manter a operação estável e auditável.
O resultado é um PDV mais confiável para o cliente, mais controlado para a gestão e mais alinhado às exigências de conformidade. Quer saber como implantar essa ferramenta poderosa no seu ponto? Fale conosco!
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